segunda-feira, 21 de julho de 2008

"Espera que o sol já vem."

"Tu já reparou que tu não acredita nas pessoas?"
Precisei que alguém que me conhece tão pouco quanto tão pouco tempo, lambusasse meu rosto com o que minha consciência diz todo santo dia e eu finjo que não escuto, não sei de nada, ã, é comigo? Eu realmente, não acredito nas pessoas. OU em 99,9% delas. Admito, admito. Ok, ok. Mas, não querendo me defender, já me defendendo... Isso seria um fenótipo, segundo a genética. Se hoje tenho motivos para duvidar de qualquer coisa ou pessoa ao meu redor, é porque alguém me deu eles de presente, com laço e tudo.
Depois de acreditar - e confiar! - em qualquer pessoa que demonstrasse alum apreço por mim, e claro, me foder em todas as vezes, eu desisti. Na verdade é que depois de obter inúmeras apunhaladas nas costas, criei um certo bloqueio automático (que eu juro, não queria por nada nesse mundo), me colocando sempre na defensiva, pra que assim eu já esteja preparada para qualquer eventual "facada". É automático, sempre acho que quase mais ninguém é realmente sincero comigo. Que são todos como as pessoas da minha listinha de 'paunocuzagem' aleatória. (E que se eu resolvesse dizer o nome da pessoa campeão, vocês cairam da cadeira agorinha.). Não vou ser hipócrita ao ponto te dizer que esse bloqueio é totalmente negativo, ele já me fez passar por cima - e de salto agulha, meu bem - de muitos golpes baixos. Mas, sinceramente, acredito que seria bem melhor viver sem armadura. Odeio ficar sempre com uma taça cheia de desconfiança em uma das mãos, sem saber quem é ou não verdadeiro mesmo.
O grande problema que me faz pensar (e até desistir ás vezes), é que quando abro a guarda, vem um(a) filho(a) da puta e me derruba do cavalo, o que me deixa com uma raiva descomunal! Mas de mim, por mais uma vez ter caído nas palavras que ouvi. Então volto à estaca zero e sempre com mais dificuldade de reconhecer "quem tá do meu lado".
Mas, como diria o sábio Renato Russo: "Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá, (...). Mas eu sei que um dia a gente aprende... Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo."

quinta-feira, 3 de julho de 2008

AAAAHHHH!

Resolvi escrever porque isso aqui já tava até com algumas teias de aranha. Na realidade, não tenho nada pra escrever. Ao menos nada (ou ninguém) que me dê vontade pra isso. E também porque não tenho tido tempo (adoro fingir que sou ocupadíssima e que nã tenho tempo pra nada enquanto me sobra tempo pra bocejar e espreguiçar) e nem saco (isso não tenho mesmo) pra escrever ultimamente. Bom, vejamos. Eu poderia escrever sobre a minha semana de-li-ci-o-sa de médicos/hospital/remédio/cama/repeat, ou sobre como me viciei em House e cooooomo aquele Dr. é sexy (sério, acho que gosto mesmo é dos velhinhos... wqhdsasaduops!). Ou sobre as minhas unhas que quebraram todas e as que não quebraram eu dei um jeito de foder. Ou também, escrever sobre como eu odeio esse paninho AMARELO que me deram junto com a caixinha dos óculos para limpá-los, ou sobre a minha dor insuportável e sem motivo na mandíbula. Ou também, já sei, sobre como não agüento mais essas pessoas que não sabem que CONVERSAR É COM S falando e falando e falando no msn enquanto a minha paciência anda do tamanho de uma ervilha. E ah, claro, também poderia falar sobre a minha tpm, que hoje está no auge. Poderia escrever sobre essa coisa do diabo chamada ves-ti-bu-lar que tá me deixando nos nervos, e aaaaaaaaaaaah tô insuportável. Bom, quando abri isso eu vim com o objetivo de dar um ctrl c + ctrl v em um texto da Tati Bernardi - pra variaaa-aar - em que ela falava sobre o conflito interno em insistir em ficar em lugar que pra ela tanto faz agora depois de tanto amor. Que, incrível, é uma coincidência. Mas como tô uma chata e insuportável e pouco ligando sobre como tô escrevendo ou ESTOU escrevendo aqui nessa merda e também pouco me lixando pros erros e palavrões e falta do portugês culto, não vou porque já perdi tempo demais. E também porque não achei nenhum ouvido pinico pra aguentar meu dia de velha reclamona. E é isso aí pessoal, agora vou voltar ali destruir a minha unha do dedão. Voltem sempre. =)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ice.

Eu sempre o vi como um cubinho de gelo. Daqueles bem pequeninhos, que são mais difíceis de quebrar. Ele guarda seu coração - que por tudo que sei, imagino com alguns esparadrapos, super bonder e cicatrizes já cicatrizadas - tão protegido e solitário, que se eu pudesse ver, choraria. E então, eu com a minha maniazinha de ler o passado das pessoas, pra saber como elas são quando gostam e quando não gostam de alguém, descobri que ele é só mais um cubinho de gelo, daqueles normais, que se exposto à um calor (leia-se sentimento recíproco) imenso, se derrete. Igualzinho a mim, ou a você. E descobri - uma surpresa! - que ele também pode amar alguém. Igualzinho a mim, ou a você. E que chora, e que sente saudades, e que faz tudo isso perfeitamente bem. Ao menos foi o que me pareceu. E que assim como eu e como você, ele também já se decepcionou. E calculo, pelo cubinho de gelo que ele é agora, que deve ter sido uma decepção e tanto. E é por causa dela que ele voltou a ser um cubinho de gelo; e dessa vez bem mais forte. Entendo perfeitamente, por que já passei por isso também. Mas não entendo porque evitar um calor novo. Porque sempre na defensiva, com braços cruzados, porque fazer tudo o que eu estou cansada de observar de longe. Por que não, eu não me arrisco. Se ele quer manter esse coraçãozinho - com todas as cicatrizes e seus esparadrapos - protegido por ele mesmo e não por alguém, tudo bem. Quem sou eu pra te fazer mudar de idéia? Se o máximo que eu já tive foi todas as tuas palavras e gestos daquele sábado à noite (e que, sinceramente, ainda não entendi nada...). Eu não ocupo espaço nos teus pensamentos, assim como você nos meus e eu sei disso. Você não tem essa curiosidade sobre mim como eu tenho uma imensa sobre você. E para o meu super poder de persuasão (aquariana, fazer o quê), você tem um escudo para que ninguém mais te faça seguir caminhos que você não considera conveniente. E assim, você acaba perdendo muita vida. E, fala sério, você se acha muito esperto, não é? É claro que as coisas são tão fáceis assim pra você... Vôcê não quer passar da página 1 das pessoas. Não quer se entregar nem que alguém se entregue. Você não quer ir além, não deixa ninguém tocar, só ver esse cubinho cada vez mais gelado de longe. E é por isso que eu não arrisco, não passo da tua página 1, porque quem sabe não valha a pena mesmo eu usar esse poder de persuasão com alguém que não quer ser convencido que existe caminhos e lugares melhores de onde ele tem ficado.
Lendo teu passado me pareceu que pra você, é muito importante que as pessoas te mostrassem o quanto você é especial pra elas, e assim, você iria pra segunda página. Mas acho que agora não é mais assim. Aprendi que gostar de alguém não vai fazer essa pessoa gostar de você de volta, reciprocamente.
Mas é tão óbvio que cada passo que eu dou em alguma direção eu penso antes se isso me vai me levar mais perto ou mais longe de você e que já não importa toda essa distância e diferença que existe entre a gente porque eu iria caminhar até você de qualquer jeito, se adiantasse, e que também não importa se o que eu quero e tenho pra derreter esse cubinho não é exatamente com o que você quer e tem porque o que eu tenho serve pra nós dois. (Ufa. Por favor, leia esse último parágrafo sem parar pra respirar. É assim que tem que ser.)
Eu comecei falando de um cubinho de gelo e corações com esparadrapos e já nem sei mais aonde fui parar. E era isso que eu poderia dar a você. Se você somente fechasse os olhos e parasse de querer só o que é difícil e igual. Só porque é descomplicado e simples, não significa que é ruim. Só não quero ficar fazendo aqueles joguinhos superficiais, para depois existirem apenas trocas superficiais. Eu quero o cubinho inteiro.

sábado, 3 de maio de 2008

edadisoiruC.

Eu realmente tenho que admitir, acho incrível o poder que ele tem sobre mim (mesmo sem saber). Tá, poder não seria bem a palavra certo pra usar. Deixe-me tentar explicar. Acho incrível ele conseguir resgatar alguma coisa que estava perdida lá no meio dos arquivos desse músculo involuntário, de 3 anos atrás com apenas 2 palavras. Ouvi de uma amiga minha essa semana: "Não adianta, com a Fig é sempre assim. Se ela coloca os olhos e diz 'eu quero esse', ela sempre tem." E deixando minha modéstia, cóf cóf, lá na puta que pariu, cóf cóf, não é mentira. E aí no auge dos meus 14/15 anos me aparece essa criatura que foi a única pessoa que nada do que eu fiz - mas na realidade, nada do que eu pensei em fazer - adiantou. Então, pra variar, a minha teimosia não aceitou desistir. Só guardou, pra uma eventual emergência.
E depois de tanto tempo, tantos dias ignorando-o, tantos cortes de cabelo, tantas outras trajetórias, encontrei ele bem no meio do caminho. Ou será que ele me encontrou bem no meio do caminho? Enfim, nos encontramos bem no meio do caminho. (E, pra ser sincera, empre achei que o lugar dele fosse bem no meio do meu caminho.) E com algumas trocas de palavras, parece que tirei do baúzinho meus sentimentos de 2005. Minha ânsia e toda a curiosidade do mundo em ultrapassar as barreiras que ele insiste em manter entre quem ele é de verdade e quem ele parece ser. Ultrapassar toda essa conveniência e ser inconveniente em mostrar que posso ser exatamente como ele quer quando é ele de verdade.
E sabe do que eu mais gosto? O modo como ele dá sentido às coisas. O modo como ele usar as palavras sem precisar dizer muito. O modo como ele encaixa as coisas. O truque que ele usa em prender toda a minha atenção sem abrir a boca. Só me olhando. O jeito como ele faz com que eu queira provar que mesmo ele tendo todas as respostas, eu tenho todas as respostas das respostas dele. E que se quer ter um desafio de provocações e palavras cruzadas, achou alguém à altura.
Acho que é isso que me faz querer cada vez mais experimentar o outro lado do muro que ele próprio construiu entre o seu interior e exterior. Ele não acreditar que eu posso provar que pode ser surpreendente.
Tá, não sei mais o que escrever. Pra me explicar era só ter escrito a palavra curiosidade.

sábado, 19 de abril de 2008

"E eu queria te beijar até enjoar. Porque eu só sei curar uma vontade de me entorpecer de alguém quando sugo a pessoa até a última gota. O problema é que, nesse mundo sem graça com celulares que apitam, mensagens no Messenger que apitam e policiais mentais que apitam "hey, segura a onda, não deixe ele perceber que pode comandar seu coração mole", ninguém mais sabe nem sugar e nem ser sugado até a última gota. Fica uma droga de um joguinho superficial de trocas superficiais. E ai de quem resolva sair disso. Vai ser tachado de louco de pedra. Maluco. E as meninas sonsas se dando bem, e eu dormindo abraçada com o travesseiro sem dono da cama de casal."

sábado, 12 de abril de 2008

"Me sinto só, me sinto só...

Sabe aqueles momentos estranhos-maravilhosos de felicidade instantânea e sem motivo que ás vezes a gente tem por alguns segundos? Então, imagina um desses, multiplica por quanto tu quiser de melhor (desde que tenha vários zeros) e dá continuidade. Foi assim que eu me senti quando resolvi abrir meu blog e escrever isso. Não sei muito bem se foi com ou sem motivo mas tive uma sensação que há muito tempo não sentia. Fiquei feliz em estar sozinha. Sozinha. Alone. No meu quarto - no meu desarrumado... - na vida.
Enchi os pulmões de ar, soltei devagar e enchi de novo, de felicidade. E sorri sozinha, assim, escutando Skank, pro nada, pra ninguém. Me senti bem por ser livre e não precisar de ninguém. Não precisar precisar. E suponho que eu tenha ficado tão feliz assim por uma coisa boba dessas, porque na maioria do tempo eu acho o contrário. Que preciso precisar. Mas não, nesse momento, aqui, agora, eu só preciso de uma pessoa: eu. Me senti completa só comigo. E comigo assim, de pijama, com o cabelo amarrado, enrolada numa coberta, com olheiras e nerdiando numa sexta-feira a noite. Nesse momento senti que não preciso de mais nada no mundo. And keep smiling.
Continuo dando F5 de 5 em 5 segundos no meu orkut (mais por movimento automático, do que por qualquer outra coisa), e as pessoas que eu achava que precisava passam tão despercebidas como qualquer outra. Não sinto necessidade de correr atrás de nada. Não sinto necessidade de falar o que eu sinto, o que eu quero. E porque talvez, agora, no fundo eu nem queira...
Quem sabe eu só queira ficar sozinha, enchendo os pulmões um pouco de ar, um pouco de felicidade, justamente, por só precisar disso.

...me sinto tão seu."

terça-feira, 8 de abril de 2008

True love and other disasters


- Pare de viver sua vida como se estivesse num filme.
- Como?
- Pare de idealizar seu amor em vez de encontrá-lo.
- Quando encontrar, saberei.
- Não tenho certeza. O amor não é sempre como um raio, ás vezes é só uma escolha.
- É fácil para você dizer. Vai para a Argentina se encontrar com o amor da sua vida!
- Não sei se o Paolo é o amor da minha vida, mas decidi dar a ele a chance de ser. Talvez o amor verdadeiro seja uma decisão. Decisão de correr um risco com alguém. Dar-se, sem se preocupar se vão dar algo em troca ou magoar você ou se é a pessoa certa. Talvez o amor não seja algo que aconteça, seja uma escolha.
# O diálogo mais verdadeiro sobre o amor verdadeiro que eu já vi.