Hoje eu vou postar pra você. Que até dias atrás lia sempre meu velho blog cheio de baboseiras. E esse, que não vai ser diferente, vou escrever meu primeiro projeto de texto, pra você, meu mais novo amor platônico. E... tá bom, nem tão novo assim.
Gostaria de começar, dizendo pra você parar de fingir que não vê! Porra! Não percebe o jeito como eu rio das sua risada? O jeito como eu viro o rosto quando você a beija? E falando nisso, pelo amor de Deus, abra os seus olhos e olhe pra ela. Não são capazes de rir como eu e você, quando estamos juntos. Não falam nem 1/4 de besteiras como nós. Duvido que digam tantos "eu ia falar isso..." como nós. E muito mais que se olham e não falam nada, e depois riem, como a gente sempre faz.
Acho incrível o jeito como você prende a minha atenção. E olha, isso é muito difícil. Não consigo me concentrar em só uma coisa, mas quando olho na sua direção parece que uma borracha apaga o resto ao redor. E dane-se se eu seguro outra mão, e dane-se mais ainda se você segura outra mão. Nossos olhos sempre se encontram através dos bancos. E nesses instantes eu tenho certeza mais que tudo, que tem alguma coisa trocada. E é, você sabe muito bem do que eu estou falando.
Tá certo, você não tem culpa. Eu finjo muito bem. E até tiro, junto ao resto, com uma das coisas que fez eu me sentir pra baixo após muito tempo sem saber o que era outra coisa senão felicidade. Não que você me deixe triste, muito pelo contrário. Mas eu sou só idiota, não muito idiota, ao ponto de dizer que "ó, eu adoro vê-los, sim senhor". Você chegou no momento certo, eu resolvi que não era mais só "he's cool", e sim "he's hot" quando achei que devia. Não digo que foi por livre e espontânea vontade, mas, depois de todas minhas bolhas e muros e calos, você chegou no lugar e horário exato. No lugar e horário em que coisas ruins viraram alfinetes e não bombas. Entende?
Ah, claro que deve entender. Ás vezes eu nem preciso falar pra você entender o que eu quero realmente dizer sobre alguma coisa. Então, logo, devia entender o que eu realmente quero dizer quando olho pra ti com cara de você. E várias vezes eu desconfio de que você sabe, e me devolve o olhar com a sua cara. Acho que é por isso que eu te odeio de vez em quando. Acho também que tudo isso é só porque você faz exatamente isso. Eu te odiar de vez em quando. E quando alguém faz isso... Já era.
Na realidade, nem sei se quero que você leia isso.
E muito menos que entenda que é com você.
Em todo caso, continue fingindo.
Love,
Bruna.
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