quinta-feira, 27 de março de 2008

Apagar texto?

Há uns dias atrás, eu escrevi esse texto:

Sabe aquela dor que raras vezes a gente tem no peito? (Pra mim, são raras). Mas aquelas do pior tipo... Que parecem um tiro ultrapassando qualquer forma de proteção. Foi o que senti ontem quando coloquei minha cabeça no travesseiro, fechei os olhos e numa distração, por um segundo, lembrei do começo de fevereiro.
Só senti essa dor outras duas vezes na vida. Há quem diga, que isso é o tal do amor (e essa, no caso, seria a sua pior parte). Mas quando me questionam se eu já amei alguém, sempre me vem essas duas pessoas na cabeça, e então respondo sempre que não, mesmo achando que talvez, sim. E duas vezes.
É que eu não gosto de banalizar o amor, classificando quando ele ocorre ou não. Como ele é, e a quantidade. Acho que é alguma coisa inexplicável e incontável, e que qualquer um pode se apaixonar muitas vezes, mas amar - e principalmente: saber amar - é para poucos. Seria eu, alguém premiada 3 vezes?
E porque a terceira pessoa também não aparece na minha cabeça quando sou questionada? Porque ainda não me fizeram esse questionamento desde que ele apareceu na minha vida.
Já gostei de algumas pessoas, mas a gente sabe, reconhece quando é algo bem maior.

E tinha ficado imcompleto. Então procurei ele e li de novo. Cliquei em deletar, pensei por 10 segundos e desisti. Mas resolvi postar, pra mostrar que eu tava errada. E como eu sei? Porque simplesmente lendo uma coisa ao acaso, eu vi que não era amor. Nem perto. Nem nada. Porque além das outras 2 vezes terem sido recíprocas - e lindas, diga-se de passagem - dessa vez foi diferente. Foi naqueles momentos de carência e vulnerabilidade, sabe? E eu admito, cheguei até a pensar, digo, até a ter certeza que ele era o terceiro. Mas cheguei a me surpreender com a facilidade que tive em simplesmente, deixar passar.
Na verdade, usei a minha tática de não parar pra pensar sobre o assunto em hipótese alguma. E juro que não tentei quebrar isso, então, simplesmente prefiro acreditar que deixei passar.
Porque na realidade, sabe o que você é? É um idiota com um coração gigante nas mãos, sem saber aonde colocar. E esse coração grita, extravasa amor. E você, é um idiota, que segura só pra ti por achar que se não for ela, não pode ser ninguém. É isso que você é.
E assim, cheguei a conclusão de que você é aquele tipo de pessoa, quem não vale a pena salvar, pelo simples fato de não querer ser salvo. E te acho mais idiota ainda quando reclama.
Por isso, sinto muito e adeus. Fica com seu coração, e faça o que bem entender dele. Mas por mim, tomara que exploda. Porque amor demais, só é bom quando distribuído. Sozinho ele murcha, idiota.

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