sábado, 3 de maio de 2008

edadisoiruC.

Eu realmente tenho que admitir, acho incrível o poder que ele tem sobre mim (mesmo sem saber). Tá, poder não seria bem a palavra certo pra usar. Deixe-me tentar explicar. Acho incrível ele conseguir resgatar alguma coisa que estava perdida lá no meio dos arquivos desse músculo involuntário, de 3 anos atrás com apenas 2 palavras. Ouvi de uma amiga minha essa semana: "Não adianta, com a Fig é sempre assim. Se ela coloca os olhos e diz 'eu quero esse', ela sempre tem." E deixando minha modéstia, cóf cóf, lá na puta que pariu, cóf cóf, não é mentira. E aí no auge dos meus 14/15 anos me aparece essa criatura que foi a única pessoa que nada do que eu fiz - mas na realidade, nada do que eu pensei em fazer - adiantou. Então, pra variar, a minha teimosia não aceitou desistir. Só guardou, pra uma eventual emergência.
E depois de tanto tempo, tantos dias ignorando-o, tantos cortes de cabelo, tantas outras trajetórias, encontrei ele bem no meio do caminho. Ou será que ele me encontrou bem no meio do caminho? Enfim, nos encontramos bem no meio do caminho. (E, pra ser sincera, empre achei que o lugar dele fosse bem no meio do meu caminho.) E com algumas trocas de palavras, parece que tirei do baúzinho meus sentimentos de 2005. Minha ânsia e toda a curiosidade do mundo em ultrapassar as barreiras que ele insiste em manter entre quem ele é de verdade e quem ele parece ser. Ultrapassar toda essa conveniência e ser inconveniente em mostrar que posso ser exatamente como ele quer quando é ele de verdade.
E sabe do que eu mais gosto? O modo como ele dá sentido às coisas. O modo como ele usar as palavras sem precisar dizer muito. O modo como ele encaixa as coisas. O truque que ele usa em prender toda a minha atenção sem abrir a boca. Só me olhando. O jeito como ele faz com que eu queira provar que mesmo ele tendo todas as respostas, eu tenho todas as respostas das respostas dele. E que se quer ter um desafio de provocações e palavras cruzadas, achou alguém à altura.
Acho que é isso que me faz querer cada vez mais experimentar o outro lado do muro que ele próprio construiu entre o seu interior e exterior. Ele não acreditar que eu posso provar que pode ser surpreendente.
Tá, não sei mais o que escrever. Pra me explicar era só ter escrito a palavra curiosidade.

Um comentário:

capsulaprotetora disse...

deixei uns 1293 erros de português espalhados pelo texto... (Y)