quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

nos.talgia

Ontem, eram 2:30 da madrugada e eu não tinha nada pra fazer, então resolvi ler os 28 e-mails que eu me enrolava há dias. Depois de feito isso, resolvi olhar os poucos e raros e-mails que eu deixo na caixa. O primeiro, lá na última página, trazia como título "oi linda!", do dia 7 de junho de 2006. Dias em que duas pessoas (e é óbvio que eu era uma delas), estavam começando a descobrir o quanto podiam gostar uma da outra. E segui lendo os outros, que na sua maioria eram do mesmo remetente do primeiro. E descobri que e-mails são como cartas meesmo - e não só pelo fato de serem escritos e enviados para pessoas que gostamos. Mas também porque quando lemos as que já estão guardadas há muito tempo, bate aquela nostalgia com gostinho de saudade, que fica ecoando dentro da gente.
Então eu parei pra lembrar e principalmente pra pensar: tudo que começa, termina. E no intervalo dessas duas coisas, acontecem momentos maravilhosos. Aqueles que devemos levar pra sempre dentro de nós, em alguma gavetinha ou canto do coração. E notei que, depois que acabou, esse jeito que eu adotei de aniquilar as coisas ruins e não sentir dor, me fez também aniquilar os momentos perfeitos e não sentir mais NADA. Minha tal bolha ficou com tanto medo e tão forte que acabou mandando alguns momentos ótimos, direto pra lixeira. Só que esqueceu de apagar do disco rígido, e que graças ao tédio e ao hotmail eu pude voltar a todos eles.
Eu tinha esquecido o quanto é bom receber e-mails bestas/bonitinhos ou discutir a relação por e-mail quando o msn resolvia não colaborar. Com esse meu jeito, acabei esquecendo como é bom gostar de alguém. Se deixar levar. Se entregar. E ter reciprocidade sem medo...
- E se você ler isso, relaxa, foi só uma nostalgia que bateu. -

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

falling away...


Sempre chega um momento em que parece que dá um click. E tudo que você tinha começa a desabar, cair, escorrer pelos dedos... O chão some, o céu fecha, as coisas escorregam... E parece que nada que você faça vai parar. As coisas vão continuar a desmoronarem. Se você segura de um lado, cai do outro. Não há lugar pra se apoiar, pra apertar, pra socorrer. Nada. Não há nada.
Então dá aquela vontade de gritar, rasgar as roupas, a pele. Desistir. Dá aquela vontade de sumir. De parar de respirar. Porque tudo dói. Tudo em você dói. Tudo que você encosta desmorona. Tudo que você almeja sai errado.
Incapacidade. Você se sente incapaz de fazer qualquer coisa dar certo. E começa a acreditar em destino, horóscopo, macumba, feitiçaria... Não pode ser normal tudo isso que tá acontecendo. Claro que não.
Quando olha consegue fazer qualquer coisa, mas é só piscar, que tudo vira. Some. Evapora. As pessoas, as palavras, os gestos, as marcas. Tudo desmoronando. Você desmoronando. Falling.
"É poder ser você mesmo sem precisar fingir..."
É isso que está acontecendo a quem lhes escreve, meus queridos. As coisas parecem desabar não importa o que eu faça. O quanto eu me esforce, lute, tente. Elas simplesmente, continuam a desabar. E não param, não param, não querem parar. Nem todo o meu otimismo, bolha, força, ou seja lá o que mais que eu tenho pra evitar quando qualquer coisa dessas acontece, adianta. São raras ás vezes, mas quando acontece, não há o que faça parar. Parece que tudo virou do avesso e resolveu ir contra mim. Fugir de mim. Como dois pólos iguais. Como naquele filme, Sorte no Amor. Beijei alguém que roubou toda minha sorte. Tudo que dava certo. Só poooooode!

Everything is gonna be allright. Soon. Meu otimismo não me deixa duvidar. Não. Not.

domingo, 13 de janeiro de 2008

fucking brocas

E então, depois de tanto tempo, eu senti. Me afetou. Foi fundo, passou bolha, muro, parede, pedra... Saiu destroçando tudo que vinha pela frente e chegou bem aonde ninguém mais conseguia, há muito tempo. E era tão fácil de saber que seria assim, depois de tantos sinais...
Acho cruel o jeito como algumas coisas acontecem. Depois de muito tempo fechada pra qualquer sentimento alheio a gente resolve que está na hora de regar as plantas, deixar o sol bater... Mas aí, olha só, alguém vem e esmaga, arranca, pisa em todas elas. E depois ainda me perguntam porque é que eu não tenho um jardim em casa. Pra quê? Mas que pergunta, oras!
Se fosse há pelo menos 1 ano atrás, eu já teria chorado. Hoje. Ontem. No reveillón. Mas de certa forma alguém (e no fundo, apesar de tudo, acho que agradeço esse alguém por isso), me ensinou a ser forte. Da pior forma, mas ensinou. Forte tipo pedra. Mas deve ter esquecido de me avisar que coisas podem furá-la. Tipo essas malditas brocas.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!
Tá, passou.
Se eu consegui passar por hoje, ontem, reveillón, e todo o resto. Isso é fiiiichinha. TU és ficha, my darling. Pff, pfff. Falta muito ainda, falta muito...
Muito Bruna, alo-ou.