sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

falling away...


Sempre chega um momento em que parece que dá um click. E tudo que você tinha começa a desabar, cair, escorrer pelos dedos... O chão some, o céu fecha, as coisas escorregam... E parece que nada que você faça vai parar. As coisas vão continuar a desmoronarem. Se você segura de um lado, cai do outro. Não há lugar pra se apoiar, pra apertar, pra socorrer. Nada. Não há nada.
Então dá aquela vontade de gritar, rasgar as roupas, a pele. Desistir. Dá aquela vontade de sumir. De parar de respirar. Porque tudo dói. Tudo em você dói. Tudo que você encosta desmorona. Tudo que você almeja sai errado.
Incapacidade. Você se sente incapaz de fazer qualquer coisa dar certo. E começa a acreditar em destino, horóscopo, macumba, feitiçaria... Não pode ser normal tudo isso que tá acontecendo. Claro que não.
Quando olha consegue fazer qualquer coisa, mas é só piscar, que tudo vira. Some. Evapora. As pessoas, as palavras, os gestos, as marcas. Tudo desmoronando. Você desmoronando. Falling.
"É poder ser você mesmo sem precisar fingir..."
É isso que está acontecendo a quem lhes escreve, meus queridos. As coisas parecem desabar não importa o que eu faça. O quanto eu me esforce, lute, tente. Elas simplesmente, continuam a desabar. E não param, não param, não querem parar. Nem todo o meu otimismo, bolha, força, ou seja lá o que mais que eu tenho pra evitar quando qualquer coisa dessas acontece, adianta. São raras ás vezes, mas quando acontece, não há o que faça parar. Parece que tudo virou do avesso e resolveu ir contra mim. Fugir de mim. Como dois pólos iguais. Como naquele filme, Sorte no Amor. Beijei alguém que roubou toda minha sorte. Tudo que dava certo. Só poooooode!

Everything is gonna be allright. Soon. Meu otimismo não me deixa duvidar. Não. Not.

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